Uma questão incontornável ao espírito político e ao intelectual público, hoje no Brasil e na periferia do capital, é a da ordem dos despejos linguístico, cultural, territorial e ontológico a que foram submetidos quase 80% do povo brasileiro ao longode sua história, cujo maior desafio é não só o de como instalar uma máquina de guerra conceitual e simbólica no cerne da tripartição do pensamento arborescente (um eu forjado pelo colonizador; a representação do mundo imposta pelo capitalismo genocida e seus sistemas; os meios e suportes de circulação de seus valores em agonia) e construir com esses despejados uma epistemologia popular libertária, mas principalmente o de criar condições para que cada despejado, individual ou coletivamente, possa dispor de uma língua que dê forma ao seu devir rebelde contra a palavra de deus que têm legitimado esses ordens de despejo, instituído uma política de morte e se transformado em deus-dinheiro e, através dessa língua, empenhar sua vida como um estilo e condição para se estar com o mundo e não como um de seus farrapos. Oferecemos nesse livro, então, as ferramentas para através dessas conexões pós- doc se construir um mapa das dores e das doenças do colonizado e se fazer dessas feridas o lugar da política e da revolução a favor da vida e da cidadania cultural.
| Peso: | 0.475 kg |
| Número de páginas: | 350 |
| Ano de edição: | 2025 |
| ISBN 10: | 857591698x |
| ISBN 13: | 9788575916988 |
| Altura: | 21 |
| Largura: | 14 |
| Comprimento: | 2 |
| Edição: | 1 |
| Idioma : | Português |
| Tipo de produto : | Livro |
| Literatura Nacional : | Literatura Nacional |
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