Olá, visitante Entre ou Cadastre-se

Central de Vendas (11) 3226-3111

DE MADUREIRA A DONA CLARA

Editora: HUC - HUCITEC (veja mais livros desta editora)
Autor(es): Cruz, Alline Torres Dias Da (veja mais livros deste autor)

De: R$ 15,00 Por: R$ 13,05 Em 1x de: R$ 13,05 No boleto: R$ 13,05

comprar
Disponibilidade: Produto sob encomenda, disponível em até 7 dias úteis após a confirmação de pagamento, mais o tempo da transportadora
Consulte aqui o valor do frete e prazo de entrega do produto
Opção de parcelamento via cartão de crédito
  • 1x de R$ 13,05 sem juros
Avalie:

Ficha técnica

Código de barras:
9786586039511
Dimensões:
14.00 X 21.00 X 2.00
Editora:
HUC - HUCITEC
Idioma:
Português
ISBN:
6586039517
ISBN13:
9786586039511
Número de páginas:
134
Peso:
140 gramas
Encadernação:
Brochura
Nº da edição:
1

Sinopse

Este livro discute o reordenamento socio-territorial do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, entre fins do século XIX e as primeiras décadas do XX, no bojo do contexto pós-emancipação das pessoas escravizadas e republicano. Submetido a uma divisão político-administrativa que classificava as freguesias (depois distritos) em “urbanas” e “suburbanas”, o Rio de Janeiro desse período, incluindo as suas áreas centrais, era caracterizado por funções e usos rurais. Tais práticas, no entanto, tornaram-se um dos alvos tanto dos Códigos de Posturas, que regulavam e ordenavam o cotidiano, como também da imprensa. Forjados a partir de um ideário higienista, as normas públicas, os posicionamentos dos jornais e as reclamações de parte dos moradores da cidade reivindicavam a intervenção do poder público no controle de atividades vistas como insalubres, tais como o cultivo de capinzais, de hortas e pastos, a edificação de estábulos e de cocheiras. Deste modo, ao limitar e autorizar estas práticas sociais em apenas uma parte do território da cidade, o Estado construía politicamente um processo de suburbanização, buscando concentrar espacialmente usos "sujos" e indesejados. Mas o que era considerado como ameaças à produção de uma urbanidade para as áreas centrais da capital do país, no entanto, não viriam apenas daquelas atividades. O debate político e intelectual que articulou a temática da modernização econômica fundada no trabalho livre imigrante e nas tentativas de industrialização à necessidade de edificação de uma capital “moderna” e burguesa, combateu também os modos de apropriação da cidade da população afrodescendente que, se ao final do século XIX, estava espraiada de maneira mais equilibrada no Rio de Janeiro, em cerca de meio século concentrou-se, sobretudo, nos bairros nascidos das antigas freguesias suburbanas. Este processo de segregação urbana e de criação de redes de solidariedades, diferenças e disputas, no quais a apropriação e ocupação dos territórios do Rio de Janeiro tiveram dimensão fundamental, são discutidos a partir dos subúrbios ferroviários de Madureira e Dona Clara.

Sobre os autores

  • CRUZ, ALLINE TORRES DIAS DA CRUZ, ALLINE TORRES DIAS DA